Às vezes perdemos as bênçãos porque não sabemos reconhecê-las.

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Uma história simples, mas muito significativa pra mim. Há pouco tempo me mudei para Florianópolis. Costumes diferentes, cultura diferente, situações diferentes das quais eu estava habituada na minha cidade.
Um dia, saindo da igreja, fomos almoçar em um grupo de três meninas em um restaurante que eu não conhecia. Naturalmente, fomos ver as opções de comida e começamos a nos servir. Ao passar pela parte de carnes, o senhor que estava na cozinha foi bastante gentil no atendimento (que hoje vejo que é bem característico nas pessoas daqui) e falou algo sobre levar uma carne fresquinha na mesa. Eu não entendi muito bem porque falou um pouco baixo, mas era mais ou menos isso rs.
Minutos depois que já estávamos comendo, esse senhor veio até nossa mesa com a carne e ia deixar lá para nós. Mas já tínhamos pesado a comida e teríamos que pesar novamente apenas a carne. Ele não entendeu muito quando eu falei sobre isso, porque eu meio que rejeitei, já que estávamos satisfeitas e já tínhamos pesado. Ele ficou meio sem saber o que fazer, e então uma das meninas que estava comigo disse: “Então pode deixar moço que eu aceito.” Ele colocou o prato na mesa e voltou para a cozinha. Eu não entendi nada. Como assim? Ele foi nos servir apenas como uma gentileza? Dar algo sem cobrar nada? Isso pra mim não era nada normal, desconfiei. Fiquei vários minutos pensando sobre aquele gesto. Falei com as meninas e uma delas disse que era normal isso na cidade, era apenas como uma gentileza da casa. Terminamos, pagamos a conta e fomos embora. E sim, não nos cobraram nada por aquilo, era apenas um cuidado em nos servir. Por pouco perderíamos aquela gentileza, pelo simples fato de que eu não estava acostumada com isso, então rejeitei. Mas, como uma das meninas já sabia ser normal, aceitou. E foi apenas isso, uma simples, porém importante lição pra mim.

Mariana Waknin

Princesa do Rei!

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